Farmácia veterinária: como o médico veterinário pode atuar nesse ramo?

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É de conhecimento público que o segmento pet está cada vez mais amplo: sempre com novos estabelecimentos, com novos produtos e com mais tutores de animais que querem saúde total para eles. Contudo, também existe outro departamento que precisou ampliar-se: o da farmácia veterinária. O fato de haver mais procura por tratamentos para os pets faz com que os profissionais precisem de mais infraestrutura, de mais tipos de medicamentos e de equipamentos.  

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 70 milhões animais domésticos no país, sendo gatos e cachorros a maioria. Apesar disso, outros animais também são adotados como bichos de estimação, tais como coelhos, passarinhos, peixes, e tudo isso reforça como o segmento pet tem crescido e “puxado” a farmácia veterinária com ele.

Um mercado profissional interessante para os veterinários

Há cerca de dez anos, o trabalho dos veterinários era focado apenas em examinar os animais, prescrever os seus medicamentos e acompanhar a evolução da sua condição. Como não existiam tantas farmácias veterinárias, muitos dos medicamentos para tratar dos animais eram comprados em drogarias normais.

Desde o ano de 2007, entretanto, a consciência de que os animais precisam de compostos específicos para eles tem sido bem ampliada. Hoje, os veterinários podem escolher entre atender em consultórios e clínicas e atuar no setor de farmácia pet.

Como desenvolver uma farmácia veterinária

Apesar de o lucro desse segmento passar do um bilhão e meio de reais em 2017, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), ter um estabelecimento assim exige boa preparação. É fundamental que o responsável pela farmácia veterinária seja um farmacêutico ou um médico veterinário: com isso, o caminho para estar nesse tipo de negócio fica mais simples. Porém, se o empreendimento de farmácia veterinária partir apenas de um médico veterinário, será necessário um farmacêutico para responder como responsável técnico da farmácia. 

O Ministério da Agricultura Pecuária também traz direcionamentos claros para quem vai atuar com farmácia veterinária e todos os profissionais precisam procurar esse órgão antes de abrir o estabelecimento e informar-se sobre as leis.

O estudo constante é um dos pontos que fazem a diferença em todo negócio e na farmácia veterinária também. Mesmo depois de consolidada, é preciso que o veterinário continue fazendo cursos, que ele esteja integrado às novas substâncias para tratamento e outros. Além disso, o veterinário tem de se capacitar também com relação à gestão dessa farmácia: conhecer mais métodos de fidelização para os seus tutores, por exemplo.

Outro cuidado para os veterinários que vão seguir esse mercado é ter um bom fornecedor de ativos, inclusive os que são exclusivos. Isso quer dizer que a empresa que fornece os ativos deve ser completa, tendo um catálogo variado e feito com princípios ativos de qualidade. Uma farmácia veterinária que comercializa medicamentos duvidosos pode ter graves problemas com o Ministério da Agricultura Pecuária.

Você é veterinário e está interessado nesse tipo de farmácia? Quer dar uma sugestão sobre a farmácia veterinária? Deixe, então, seu comentário!

 

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