5 dicas para atingir uma anamnese mais assertiva

anamnese

Uma das partes mais interessantes e relevantes da medicina é a anamnese. É como ser um detetive que está atrás das dicas certas. Sem elas, o profissional da saúde não consegue fazer o diagnóstico preciso e indicar a melhor conduta terapêutica.

Aliás, é na conversa com o paciente que o médico ganha aproximação e pode criar um laço de confiança. O que muitas vezes pode ser essencial para descobrir patologias raras ou difíceis. Dessa forma, é a anamnese também uma maneira de criar um bom relacionamento com o paciente.

Em tempos de consultórios lotados, o atendimento ao paciente ganha mais destaque. Então, no tema de hoje, tratamos de abordar dicas para a prática da anamnese que podem fazer a diferença na escolha de um tratamento médico mais adequado. Continue a leitura!

CHEQUE OS PARÂMETROS CLÍNICOS

Após uma breve conversa cordial com o paciente fazendo prevalecer a cordialidade e a simpatia, (ainda que o volume de atendimentos diários seja grande) é hora de começar a investigação. Comece pelos parâmetros vitais, como pressão sanguínea, reflexos naturais, glicemia, temperatura corporal e outros fatores chaves.

Em seguida, questione sobre dores e incômodos. Com a checagem dos parâmetros clínicos, será possível verificar a intensidade desses sintomas. Assim como a duração e se estão ligados a algum acontecimento relatado pelo paciente.

INVESTIGUE O HISTÓRICO DO PACIENTE

Pode ser óbvio, mas esta fase da anamnese traz respostas que podem mudar diagnósticos comuns. Isso porque alguns profissionais tocam de maneira superficial o histórico do paciente, levados pela rotina. Então, é sempre bom lembrar sobre a importância de ouvir o histórico do paciente.

Estão incluídos aqui o histórico familiar, o uso de medicamentos prescritos e/ou não, presença de doenças e histórico de cirurgias. 

Outro aspecto importante é a análise sobre interações medicamentosas. Somente com esse levantamento do histórico, é possível verificar se outros remédios podem ser um risco para o paciente. Ademais, é papel do profissional questionar sobre a efetividade e sintomas causados pelos medicamentos que o paciente já usa.

ANALISE A LINGUAGEM NÃO VERBAL

Prestar atenção no paciente também envolve analisar seus gestos e atitudes. Essa análise é aprimorada com o passar do tempo e a aquisição de experiência. Principalmente por ser uma técnica que se desenvolve ao estar em contato com diversos pacientes.

Entre os sinais clássicos que podem chamar a atenção estão: braços cruzados, falta de contato visual e repetição de movimentos. Podem estar ligados ao fato de que os pacientes estão omitindo informações ou possuem doenças como depressão e ansiedade.

ANAMNESE COMPARTILHADA

É comum também que os profissionais da área médica fiquem com dúvidas sobre os diagnósticos do paciente. Sendo assim, é o ambiente hospitalar onde equipes médicas podem trocar histórias e dados sobre diagnósticos que lhe parecem incertos.

Ademais, é nessa troca que médicos em início de carreira aprendem com os profissionais veteranos. Sendo também esta uma chance para tirar dúvidas com quem é mais maduro. Entretanto, não se esqueça de que é a abordagem ao paciente a melhor prática médica.

CONSTRUA UM DIAGNÓSTICO SEM PRESSA

Com a coleta de todos os dados sobre o paciente, é o início do raciocínio clínico. Sendo este apoiado no conhecimento que o profissional possui, assim como estudos recentes da área. O que demonstra a importância de se manter atualizado.

Dessa forma, a construção do diagnóstico também deve ser compartilhada com o paciente. Pode ele resolver algumas lacunas ou se lembrar de detalhes importantes. Com esses dados em mãos, o profissional deve escolher entre começar um tratamento ou fazer o encaminhamento para exames complementares.

Em suma, a anamnese é um procedimento que se aprimora com o passar do tempo. Assim, o profissional se torna mais ágil ao montar o diagnóstico e ao fazer as perguntas chaves para a avaliação, sem deixar de se dedicar a ouvir bem o paciente.

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Referências: Secad e ABC da Medicina

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